Temporada 2011 Recital com o pianista
Quando: 15 de abril, 21h. Onde: Teatro Governador Pedro Ivo Campos, Rodovia SC-401, km 5, nº 4.600 (anexo ao Centro Administrativo de Governo), Saco Grande (48) 3233-7229. Alberto Andrés Heller nasceu em 1971 em Buenos Aires, Argentina, mudando-se com sua família dois anos depois para Curitiba, onde iniciou seus estudos musicais. De 1993 a 1998 realizou graduação e especialização em Música como pianista concertista na Escola Superior de Música ‘Franz Liszt’ em Weimar, Alemanha, lecionando paralelamente na Escola de Música e Belas Artes de Jena. De volta ao Brasil, fixou-se em Florianópolis (2000). Possui mestrado em Educação (2004) e doutorado em Literatura (2008), ambos pela Universidade Federal de Santa Catarina. Entre suas composições, destacam-se Aurora consurgens (Concerto para piano, violino, viola e orquestra sinfônica — obra encomendada pelo Sr. Piero Giacomini e interpretada pela Camerata Florianópolis sob regência do maestro Jeferson Della Rocca em agosto de 2010), Oratório de Natal, Concerto para piano e orquestra, 11 Momentos para violoncelo e piano, Toccata (para guitarra, piano e orquestra). Tem oito CDs gravados, dos quais o mais recente é Piano Landscapes (com obras de Chopin, Liszt, Debussy, Villa-Lobos, Ginastera e Piazzolla). Em 2005 a Camerata Florianópolis gravou em CD, sob regência do maestro Jeferson Della Rocca, várias de suas obras para orquestra: Suíte sobre Temas Infantis Brasileiros, Campeche, Tema com Variações, Tango-Tocata para piano e orquestra, Adagio para cordas e 14 Bis. Em 2007 foi gravado o álbum duplo As vozes da Poesia — vinte poemas de autores catarinenses musicados para coro e piano por Alberto Heller, com o Polyphonia Khoros sob regência da maestrina Mércia Mafra Ferreira. Como intérprete, destacam-se em seu repertório obras dos períodos Clássico (em 2009 interpretou na íntegra as 18 sonatas para piano de Mozart), Romântico (especialmente Liszt e Chopin) e Moderno (em destaque, Debussy — integral dos Prelúdios — e Ginastera — obra integral para piano), bem como a interpretação de suas próprias composições e improvisações. Paralelamente à prática musical, suas pesquisas vêm se voltando há muitos anos para os estudos interdisciplinares, especialmente nas áreas de arte, filosofia e psicologia. É autor dos livros Fenomenologia da Expressão Musical e John Cage e a Poética do Silêncio. É membro da Academia Catarinense de Letras e Artes, entidade da qual recebeu em 2007 o Prêmio Edino Krieger como personalidade musical do ano. Em 2010 compôs a trilha musical para o filme Amores raros da diretora Tânia Lamarca.
PROGRAMA CHOPIN (1810-1849) SCHUMANN (1810-1856) CHOPIN Intervalo LISZT (1811-1886)
Arie da Camera & d´Opera
Quando: 26 de maio, 21h. Onde: Teatro Governador Pedro Ivo Campos, Rodovia SC-401, km 5, nº 4.600 (anexo ao Centro Administrativo de Governo), Saco Grande (48) 3233-7229.
DOUGLAS HAHN (barítono) Natural de Joinville/SC teve sua formação com Rio Novello e Neyde Thomas em Curitiba/PR. Fez sua estréia em Florianópolis em 1996 com a ópera Il Guarany e no ano seguinte estreou no Theatro Municipal de São Paulo com L’elisir d’amore, seguindo com La Bohème, Il Guarany, La Forza Del Destino, La Fille du Regiment, L’italiana in Algeri, Falstaff e Le Villi. Em Porto Alegre no Salão de Atos da PUC participou das produções; A Flauta Mágica, L’elisir d’amore, Fausto, Il Guarany, La Traviata e Il Pagliacci. Estreou na Itália com Don Giovanni e La Bohème na cidade de Adria/Rovigo. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro participou das óperas Un Ballo in Maschera, L’elisir d’amore, Missa de Coroação e Carmina Burana. Em Florianópolis atuou em A Flauta Mágica, Rigoletto, Réquiem de Mozart, La Traviata, L’elisir d’amore, La Serva Padrona e O Barbeiro de Sevilha. No Teatro Guaíra atuou nas produções de La Bohème, Don Giovanni, Rigoletto e La Traviata. Recebeu o Troféu Aldo Baldin, 2008 através da Pró-Música de Florianópolis. Em Buenos Aires interpretou Poliuto no Teatro Avenida; junto a OPES participou da estréia na America Latina da ópera Der Zwerg na Sala Cecília Meireles. Recebeu o Prêmio Edino Krieger como Destaque Musical de 2009, conferido pela Academia Catarinense de Letras e Artes. Dentre seus últimos trabalhos destacam-se; Romeu et Juliette no XIV Festival Amazonas de Ópera; Loreley no Teatro Avenida em Buenos Aires; Don Pasquale no Teatro São Pedro em São Paulo; Aída no Salão de Atos da PUC em Porto Alegre; La Traviata no Teatro Pedro Ivo em Florianópolis e La Serva Padrona em turnê catarinense. Recentemente foi empossado como membro da Academia Catarinense de Letras e Artes.
Extrato de críticas Jonathan Spencer Jones (SEEN AND HEARD INTERNATIONAL OPERA REVIEW): "Douglas Hahn como Severo, de quem também já começou a fazer carreira internacional, foi destaque." "... Hahn mais áspero e pronto, como os romanos em geral. Néstor Echevarría (Diario La prensa, sobre "Poliuto", de Donizetti): Buena expresión del "bel canto". Douglas Hahn (Severo), en tanto el barítono, oriundo de Joinville, estado de Santa Catarina y muy activo en los teatros líricos de Río de Janeiro y San Pablo, impresionó favorablemente por el brío interpretativo de su personaje romano, la seguridad y firmeza emisiva y el color vocal homogéneo. Lauro Machado Coelho (O Estado de São Paulo, sobre Il Guarany): “A grande surpresa em cena foi Douglas Hahn, na pele de Gonzáles, o vilão. A voz é bonita, usada com entusiasmo, e esse jovem cantor, de experiência ainda limitada, tem bastante desenvoltura cênica. E Hahn possui um potencial que autoriza esperar dele bons resultados futuros.” Irineu Franco Perpétuo (A Folha de São Paulo): “O destaque da récita foi o barítono catarinense Douglas Hahn (Fra Melitone). Hahn é bem mais jovem do que o tipo cantor habitualmente escolhido para o papel;contudo mostrou muita inteligência e talento histriônico na caracterização do frade.
MAX URIARTE (Piano) Graduado em Piano pelo Instituto de Artes da UFRGS, aperfeiçoou-se na “Hochschule für Musik” de Viena e no “Konservatorium und Musikhochschule” de Zurique, onde concluiu sua Pós-Graduação (Konzertreifediplom).Esteve radicado em Viena de 1986 a 1999. Entre seus mestres figuram Caio Pagano, Emma Jiménez, Carmen Graf-Adnet e Jürg von Vintschger, tendo realizado também Master Classes com Hans Graf no Mozarteum de Salzburgo e com Joaquín Achúcarro em Valência (Espanha). Premiado em vários Concursos para Jovens Solistas no Brasil, atuou como recitalista em vários países europeus e como solista de importantes orquestras brasileiras como OSESP, OSPA, OSR, Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, Orquestra de Câmara da ULBRA, Camerata Florianópolis, Orquestra Pró-Música (Juiz de Fora), Orquestra Sinfônica da UCS e Orquestra Unisinos, sob a regência de maestros como Eleazar de Carvalho, Roberto Duarte, Lutero Rodrigues, Nelson Nilo Hack, Guillermo Scarabino, Alessandro Sangiorgi, entre outros. Realizou em 2007 a estréia dos dois concertos para piano e orquestra de Antonio Salieri na América Latina. Integra o “Neukomm Trio” ao lado de Luís C. Justi (oboé) e de Philip Doyle (trompa). Foi fundador e Diretor Artístico, juntamente com Laura de Souza, do Festival Internacional de Música “Verões Musicais”, com sede em Gramado/Canela (RS) de 2001 a 2006. Atualmente é membro da comissão organizadora do Festival Internacional SESC de Música de Pelotas (RS), no qual também atuou como camerista ao lado de nomes como Emmanuele Baldini e Alexander Baillie, entre outros.
PROGRAMA PRIMEIRA PARTE A. Caldara (1671-1763) D. Cimarosa (1749-1801) F. P. Tosti (1846-1916) Intervalo SEGUNDA PARTE V. Bellini (1801-1835) G. Donizetti (1797-1848)
Sobre o programa (por Max Uriarte) O recital “Arie da câmera & d’opera” está estruturado segundo a tradição dos cantores de ópera italiana na Europa e o repertório abordado consiste exclusivamente em obras vocais de compositores italianos de diversas épocas e estilos. O programa pretende recriar o ambiente dos saraus do século XIX e início do século XX, muito freqüentes nos grandes salões italianos onde eram executadas canções artísticas (“Arie da câmera” ou “romanze”) e árias de ópera (“Arie d’opera”). Um interessante passeio pela história da música vocal italiana desde o barroco até o início do século XX, que se inicia com quatro árias antigas da célebre seleção organizada por Alessandro Parisotti em fins do século XIX. Abrindo o programa está o compositor barroco Antonio Caldara, que nasceu em Veneza em 1671, atuou como maestro di cappella em Viena e deixou vasta obra sacra e profana. Domenico Cimarosa representa o período clássico e teve ampla atuação nos principais centros culturais da Europa, sendo especialmente célebre como um mestre da ópera buffa (“Il Matrimonio segreto”, de 1792). O programa prossegue com seis das mais conhecidas canções de Francesco Paolo Tosti, o maior expoente da canção artística italiana do romantismo. Tosti, cujos admiradores iam desde Giuseppe Verdi até a rainha Vitória da Inglaterra, de cujos filhos era professor de canto em Londres, escreveu mais de 350 canções em diversas línguas. Suas canções chegam ao ouvinte de forma direta e possuem sensualidade, frescor, “italianità” e originalidade na invenção, sendo obras de um experiente compositor, verdadeiro mestre na escrita para a voz humana. Com a Primeira Guerra Mundial (1914), vieram mudanças que contribuíram para o desaparecimento do salão musical, no qual Tosti era uma das figuras centrais. Na segunda parte do recital, estão presentes dois dos mais consagrados compositores do belcanto italiano: Vincenzo Bellini e Gaetano Donizetti. Ambos foram continuadores da tradição de Gioacchino Rossini e exerceram forte influência sobre a obra de Giuseppe Verdi. Bellini, notável pela insuperável qualidade de suas linhas melódicas, desapareceu prematuramente aos 34 anos de idade e escreveu além de algumas canções de câmara, dez óperas, sendo a última “I Puritani”, estreada com estrondoso sucesso em Paris, pouco antes de sua morte. Gaetano Donizetti, um dos mais fecundos autores operísticos de todos os tempos (mais de 75 óperas), obteve grande êxito tanto no gênero trágico como no cômico. Suas óperas cômicas “L’Elisir d’amore” e “Don Pasquale” são verdadeiros pilares da ópera buffa do século XIX. “Poliuto”, uma de suas melhores óperas trágicas menos conhecidas, baseia-se na peça teatral homônima de Pierre Corneille e só foi estreada em sua versão original italiana em 1848, após a morte do compositor. Antes disso, havia sido estreada em Paris em 1840 em uma versão revisada em francês por Donizetti, sob o título de “Les Martyrs”.
Quarteto Radamés Gnattali
Quando: 21 Junho de 2011 Onde: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC),
Rua Marechal Guilherme, nº 26,
Centro,
(048) 3028-8070 / 3028-8071 Formado por Carla Rincón (violino I), Francisco Roa (violino II), Fernando Thebaldi (viola) e Hugo Pilger (violoncelo), o Quarteto Radamés Gnattali destaca-se no panorama musical brasileiro pela excelência e versatilidade com que transita entre o repertório internacional e a dedicação à difusão da música brasileira. Sua carreira é marcada pelo sucesso junto ao público, pelo aplauso da crítica especializada e pelo reconhecimento através de prêmios como o prestigiado Rumos Itaú Cultural Música. A história do Quarteto Radamés Gnattali começou a ser escrita em 2006 com uma homenagem a um dos maiores gênios da música brasileira. O nome escolhido para definir o encontro de quatro músicos interessados em divulgar a música de câmara latinoamericana, em especial a produção brasileira e contemporânea, já é uma pista do que pretendiam fazer juntos. Em apresentações no Rio de Janeiro, onde está sediado, e várias outras cidades do país, o Quarteto Radamés Gnattali construiu uma relação de intimidade com o público e o repertório da música de concerto brasileira, lançando luz em obras de compositores consagrados e em ascensão. Na escala do conjunto, parcerias com autores de hoje estão ao lado de interpretações de mestres como Heitor Villa-Lobos, cujos 17 quartetos de Vencedores da edição 2007-2009 do prestigioso prêmio Rumos Itaú Cultural, o Quarteto lançou um DVD com o registro de uma apresentação ao vivo em São Paulo. Além de participar de festivais de música de câmara como a Bienal da Funarte, MIMO, Festival Villa-Lobos e Caixa Cultural, o conjunto também realizou, a convite da Universidade Estadual da Califórnia-Stanislaus, uma turnê de concertos e workshops pelos EUA em 2007, focada essencialmente na música brasileira. Estes projetos prepararam o cenário para a gravação do CD Quadro Brasil, um mergulho na produção de Camargo Guarnieri, Gnattali, Claudio Santoro e Villa-Lobos elogiado pela crítica, como a revista britânica The Strad, que destacou “a vida e a intensidade, a interpretação enérgica” do Quarteto. Esta energia deriva do talento e da personalidade de instrumentistas que enxergam na música uma linguagem livre de fronteiras etárias e sociais. Carla Rincón (violino) é uma venezuelana que se tornou carioca, adora correr e experimentar comidas exóticas; Fernando Thebaldi (viola) vê metáforas plásticas nos sons e transparência na tradução do Quarteto para a escrita de cada compositor; Francisco Roa (violino) se divide nas horas vagas entre o futebol e as lições de pandeiro; Hugo Pilger (violoncelo) começou na música cantando no coral da escola e chegou soltar a voz quando criança em troca de refrigerante e bolas de gude. A vivência em torno da música leva o Quarteto a participar de iniciativas de caráter pedagógico, como a série Concertos Didáticos nas Escolas, da Funarte, com atividades de iniciação musical em instituições de ensino do Rio de Janeiro. Em 2009, o grupo embarcou em viagens para o Acre, o Piauí e o Mato Grosso, apresentando em escolas públicas um espetáculo baseado no Guia Prático de Villa-Lobos. Em homenagem ao cinquentenário da morte do compositor brasileiro, o Quarteto também interpretou suas obras numa turnê de concertos que se estendeu pelas Américas do Sul e do Norte, Europa e África, iniciativas que lhe valeram o XIII Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Erudita, como melhor conjunto de câmara. Dentre os projetos o grupo dará continuidade à divulgação da produção de Villa-Lobos pelo mundo, e partir para novas viagens de Concertos Didáticos pelo Brasil, investindo na ampliação do horizonte artístico e social de sua música. "A interpretação do Quarteto Radamés Gnattali me deixou com os olhos rasos d'água. Não perca." (Opera Today website) "Rico em verve e convicção." (Folha de São Paulo) "Uma sonoridade de perfeito equilíbrio e fraseado impecável." (JB Online) “...o dinamismo e virtuosismo do grupo, bem como o brilhantismo das sonoridades, distinguem estas interpretações.” (Catherine Nelson, The Strad Magazine) Formação Carla Rincon, Violino — Nasceu em Caracas, vive no Rio de Janeiro e tem seu passaporte carimbado por escalas artísticas em Nova Iorque, Berlim e Pretória. Transitar por diferentes espaços e sotaques é uma propriedade dessa violinista que fez da música seu idioma, exercitado em apresentações como solista, recitalista e camerista. Sua formação teve início no Sistema Nacional de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela, uma ação do governo local que proporciona o ensino e a prática musical em conjunto sinfônico. Única musicista de uma família de sete irmãos, Carla encontrou nessa oportunidade o meio ideal para o aperfeiçoamento de seu talento ao violino e também o acesso para tocar como solista com as mais importantes orquestras daquele país, como a Simón Bolívar de Venezuela, com a qual também excursionou pela América do Sul, Ásia e Europa, sob a regência de renomados maestros. Premiada com uma bolsa integral do Conselho Nacional de Cultura da Venezuela e da North Carolina School of the Arts, graduou-se nos EUA, tendo sido aluna e assistente de Kevin Lawrence. Em 2000, venceu o concurso Solo Competition da faculdade e se apresentou como solista, acompanhada pela North Carolina School Orchestra. Participou de concertos como convidada da Chamber Music Faculty Society (NCSA), do Chamber Music Festival (NCSA), do Roanoke Island Arts Festival e do Killington Music Festival, no qual estudou com o Quarteto Emerson. Essas experiências serviram de inspiração para seu trabalho com música de câmara, que vem sendo desenvolvido no Quarteto Radamés Gnattali e no Duo Imago Mundi. Primeiro violino, Carla viajou com o Quarteto pelo Brasil, África do Sul, Alemanha e Suíça, além de realizar concertos e workshops com repertório exclusivo de música brasileira numa turnê pelos EUA, a convite da Califórnia State University. Participa de festivais como Villa-Lobos, Beethoven e Bienal de Música Contemporânea, e atualmente conclui seu Mestrado na Universidade de Hartford sob orientação de Katie Lansdale. No projeto social Bem me quer Paquetá atua como professora, implantando junto à comunidade o mesmo sistema musical que propiciou sua aproximação à atividade sinfônica e profissionalização na Venezuela. Para essa nova geração de pessoas e artistas, Carla Rincón, que regeu corais quando criança, exemplifica com cada passo de sua trajetória o feliz encontro da música com a vida. Fernando Thebaldi, Viola — Antes de se tornar Mestre pelos Conservatórios Real de Haia, Rotterdam e Tilburg, Fernando Thebaldi começou a experimentar a música através de um piano instalado na casa de sua família, uma das primeiras representantes da colonização italiana no estado do Espírito Santo. As aulas no instrumento iniciaram aos nove anos de idade sob o incentivo da mãe, e logo despertaram o interesse pela prática da música em conjunto. Aos quinze anos, assistindo a um concerto da Filarmônica capixaba, conheceu a sonoridade da viola e, com ela, o princípio de uma paixão. A descoberta de uma gravação da Sinfonia Concertante de Mozart com Pinchas Zukerman ao instrumento serviu de estímulo para que Fernando se dedicasse integralmente à viola. Em 1984, mudou-se para o Rio de Janeiro e iniciou seu bacharelado na UNIRIO, encontrando no trabalho da violista e professora Marie-Christine Springuel uma referência semelhante àquela que, mais tarde, surgiria na inspiradora amizade com sua mestra holandesa Gisella Bergman. Fernando Thebaldi vem se apresentando como solista e camerista no Brasil e em países como Bélgica, Itália, Suíça, Ilha de Saint Maarten, Paraguai e EUA. Viveu por dez anos na Holanda, onde cursou seu mestrado, subiu ao palco da Concertgebouw de Amsterdam com o Ártemis Ensemble e integrou as orquestras Randstedelijk Begeleidings, Adamello Ensemble, Brabants Kamerorkest, Laurens Bach Orkest e Dordts Kamerorkest. Participou de master classes com Bruno Giuranna, Gregor Horsch e Siegfried Führlinger, e atuou como solista junto às orquestras sinfônicas do Conservatório de Rotterdam, Nacional da UFF e Jovem do Rio; Filarmônica do Espírito Santo e de câmara Ars Musica de Rotterdam, UNIRIO, Municipal de Asunción e Camerata Rio. Foi professor da Faculdade de Música do Espírito Santo por quatro anos e tem ministrado oficinas de viola em festivais como o de Inverno de Domingos Martins, o de Música Antiga de Juiz de Fora e o FEMUSICA de Campos dos Goytacazes. Faz parte da Orquestra Petrobras Sinfônica há seis anos, tendo sido um de seus diretores artísticos, e ocupa a cadeira de viola solista da Orquestra Sinfônica Nacional. Com o Quarteto Radamés Gnattali, desenvolve um elogiado trabalho em música de câmara, que já o levou aos EUA, Alemanha, Suíça e África do Sul, além de estados como Acre, Piauí e Mato Grosso, divulgando o Guia Prático de Villa-Lobos. Entre um concerto e outro, Fernando Thebaldi dedica-se à prática de esportes radicais. Trilhas, esqui e mergulho fazem parte de seus compromissos frequentes, assim como cozinhar para os amigos e estar junto da família, prioridade de uma agenda dividida entre a música e outras alegrias. Francisco Roa, Violino — O talento de Francisco Roa Pasache foi descoberto em Santiago do Chile, onde nasceu em 1981. Quando tinha seis anos de idade, o pai de um amigo de escola notou sua habilidade musical enquanto brincava num pequeno piano elétrico e sugeriu à sua mãe que estudasse música. Na Escola Experimental Artística, começou a entrar em contato com a linguagem musical e, em 1991, passou a estudar na Faculdade de Artes da Universidade do Chile, onde foi orientado por Isis Muñoz e Alberto Dourthé até se formar como violinista em 2004, com máxima distinção. Premiado com bolsas de estudo de instituições como a Fundação Andes e a Corporação de Amigos do Teatro Municipal de Santiago, Francisco Pasache integrou a Orquestra Juvenil da cidade, foi spalla e solista da Orquestra da Faculdade de Artes e concertino e spalla da Sinfônica Nacional Juvenil. Em 2002, assumiu cadeira dentre os primeiros violinos da Filarmônica de Santiago, tocando como concertino entre 2005 e 2006 até a demissão em massa que significou a dissolução da orquestra e uma grande perda para a música chilena. Tem participado de festivais como o Internacional de Inverno de Campos do Jordão e o Schleswig-Holstein Musik na Alemanha, além de master classes com músicos como Eva Graubin, Alberto Lisy, Herwig Zack e Leila Josefowicz. Foi eleito o melhor candidato chileno no Concurso Internacional Dr. Luis Sigall, realizado em Viña del Mar no ano 2000, e, dois anos depois, ganhou o terceiro Concurso Nacional de Violino da Fundação de Orquestras Juvenis e Infantis do Chile. Como solista, já tocou Mozart com a Sinfônica da Universidade de Concepción e interpretou os concertos para violino de Shostakovich e Mendelssohn com a Sinfônica do Chile. Experimentou ainda a atividade de docência, exercendo o cargo de professor suplente de violino na mesma faculdade em que se graduou. Desde 2007, vive no Rio de Janeiro e integra a Orquestra Sinfônica Brasileira, atuando hoje dentre seus primeiros violinos. Também faz parte do Quarteto Radamés Gnattali e, nesse estreitamento da relação com o Brasil, tem se dedicado a aprender pandeiro e os ritmos do país. É colecionador de duas coisas em especial: camisetas e referências artísticas diferentes. O mesmo ouvido que surpreendeu o pai de um amigo de escola anos atrás se interessa por rock, canções folclóricas da América do Sul e a sonoridade eletrônica contemporânea, algumas das variações sobre seu tema predileto: música. Hugo Pilger, Violoncelo — Hugo Pilger aprendeu a gostar de música sinfônica com a programação de uma antiga rádio que seu pai sintonizava nas manhãs de domingo. Aquela era uma nova descoberta dentro de um ambiente familiar já musical: seu avô materno foi violinista amador e influenciou sua mãe e tias, que chegaram a atuar como cantoras de baile no Rio Grande do Sul. Hugo começou a escrever sua trajetória artística cantando no Coral Corujinhas, da escola Pereira Coruja de Taquari (RS), e ao formar com seu irmão Rui um inspirado duo, que soltava a voz em pequenos armazéns para ganhar refrigerantes e bolas de gude. Esta carreira amadureceu e é hoje homenageada por nomes como David Ashbridge, Maurício Carrilho e Wagner Tiso. Sonata nº 2 para Violoncelo Solo, Serenata pro Pilger e Reflexões sobre a Ostra e o Vento são temas destes compositores dedicados a Hugo, que chegou ao violoncelo depois de participar das rodas de seresta do interior gaúcho como um promissor violonista durante a adolescência. Na Fundação de Artes de Montenegro (RS), encontrou seu primeiro grande mestre, o professor Milton Bock, e o início de uma formação clássica que o levou a decidir-se pelo violoncelo. Já no Rio de Janeiro, foi aluno do violoncelista Márcio Mallard e graduou-se na UNIRIO na classe de Alceu Reis, dois outros nomes fundamentais em sua história musical. Atualmente, Hugo Pilger é primeiro violoncelo da Orquestra Petrobras Sinfônica e também professor deste instrumento na UNIRIO. Participou de master classes com Marcio Carneiro, Antonio Del Claro, Arturo Bonucci, Antonio Meneses e Bernard Greenhouse. Já se apresentou como solista junto às sinfônicas Petrobras, do Theatro Municipal do Rio, de Campinas, de Porto Alegre e Brasileira; Filarmônica do Espírito Santo; orquestras de câmara da Cidade de Curitiba e Theatro São Pedro de Porto Alegre; além das orquestras do Teatro da Paz e de Ouro Preto. Como integrante de orquestra e camerista, já se apresentou em diferentes países das Américas e Europa e, em gravações, realizou registros de trilhas sonoras para o cinema e a televisão, além de atuar junto aos maiores nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Milton Nascimento, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Marisa Monte e Roberto Carlos, dentre outros. O compositor francês Henri Dutilleux elogiou as qualidades de sua interpretação para Tout un Monde Lointain, obra para violoncelo e orquestra estreada no Brasil por Hugo Pilger em 2006. Do estoniano Arvo Pärt, realizou a primeira audição sul-americana do concerto Pro et Contra em 2009, mesmo ano em que passou a integrar o Quarteto Radamés Gnattali. Além do gosto pela limpeza técnica, suas apresentações demonstram o equilíbrio de um músico que aprendeu com diferentes professores e métodos de estudo um estilo próprio de se relacionar com o violoncelo e a música. PROGRAMA Radamés Gnattali W. A. Mozart — I N T E R V A L O — H. Villa-Lobos
Festival Nacional de Canto Aldo Baldin
Quando: 19 a 21 de agosto e 21 e 22 de setembro de 2011 Onde: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), Rua Marechal Guilherme, nº 26,
Centro,
(048) 3028-8070 / 3028-8071 A Pró-Musica de Florianópolis promove nos meses de agosto e setembro o 13º Festival de Canto Aldo Baldin, com seis eventos: três concertos de música vocal, um masterclass de técnica vocal (aula aberta de interpretação de técnica vocal e repertório de Ópera e Câmara com profissionais convidados), um concurso de canto e a entrega do troféu Aldo Baldin a uma personalidade de canto do Brasil. Exceto o Concerto de Abertura, as demais programações do Festival são abertas ao público e gratuitas.
O Festival é uma homenagem ao importante cantor catarinense Aldo Baldin que atuou nos principais palcos do mundo lírico em sua época. Em seus 13 anos de existência, o Festival de Canto, através do Concurso de Canto Aldo Baldin, premiou diversos talentos brasileiros, revelou vozes das mais qualificadas, destacou artistas de renome musical, movimentou uma estrutura gigantesca nas montagens de ópera e apresentações musicais referente ao Concurso de Canto. Este concurso, de abrangência Nacional, desponta como sendo um dos principais concursos de canto lírico do Brasil, já sendo referência para a classe musical. Envolvendo artistas nacionais e internacionais o Festival de Canto Aldo Baldin compromete-se com o desenvolvimento artístico, com a ética profissional e artística. Para tal, sempre são convidados para fazer parte do júri deste concurso artistas de destaque internacional, conceituados em seu trabalho artístico.
PROGRAMAÇÃO No Festival Nacional de Canto Aldo Baldin 2011 serão realizados cinco eventos distintos: Concerto de Abertura, Master Class, Recital de Alunos do Master Class, Concurso de Canto e Recital dos Vencedores. Concerto de Abertura — Dia 19 de agosto de 2011 às 21h, no Teatro Álvaro de Carvalho, será realizado um concerto do grupo Polyphonia Khoros, mais octeto de cordas da Camerata Florianópolis e o cravista Marcos Holler, sob a regência de Mércia Mafra Ferreira. Neste concerto, a Polyphonia apresenta uma seleção de coros sacros famosos. O coro é acompanhado durante todo o programa pelo Octeto de Cordas da Camerata Florianópolis e pelo baixo contínuo do cravista Marcos Holler. Na primeira parte, o coro e os instrumentistas realizam o Gloria de Antonio Vivaldi (1678-1741). Embora o compositor italiano tenha produzido três peças corais sobre o mesmo texto, o Gloria aqui executado é de composição mais madura, alternando momentos jubilosos e dramáticos. A segunda parte do concerto traz uma seleção de música coral e instrumental sacra de um período entre os séculos XVII e XIX, de compositores alemães e austríacos. George Friedric Haendel (1685-1759), que compôs em diversos idiomas, abre a segunda parte com dois coros de oratórios em inglês: For unto us a child is Born (Pois entre nós nasceu uma criança), do célebre "O Messias" e See the conqu’ring hero comes (Vejam, o herói conquistador está vindo), de "Judas Macabeus". O programa traz peças de três compositores representantes do estilo clássico: os austríacos Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e Franz Joseph Haydn (1732-1809), e o alemão Johann Abraham Peter Schultz (1747-1800). Em seguida, os músicos realizam o Credo da Missa em Sol do austríaco Franz Peter Schubert (1797-1828), um dos primeiros compositores românticos, aqui em fase ainda influenciado pelo estilo clássico de composição. Do século XIX, apresentam o coro do oratório Elias de Feliz Mendelssohn (1809-1847), Siehe, der Hüter Israels (Veja, o guardião de Israel). INGRESSOS: R$ 30,00 e R$ 15,00 (estudantes e idosos). Formação do Polyphonia Khoros — Maestrina: Mércia Mafra Ferreira. Presidente: Vitor Pedro Werlang. Coordenador: Célio Gonçalves Ferreira. Preparadores Vocais: Claudia Bonaldo Ondrusek, Fernando Tadeu De Carli. Pianista dos ensaios: Leonardo Barbi. Cantores do coro — Sopranos: Ana Luisa Remor, Betina Maliska, Claudia Ondrusek, Grasieli Fachini, Juliane Andrezzo Gouvêa, Karolyne Liesenberg, Masami Ganev, Regina Riggenbach, Tatiana Rietjens. Contraltos: Débora Reis, Inês Hartt, Luciana Corrêa, Luciana Lira, Maria Inês Andrade, Marina Monteiro. Tenores: Daniel Cardoso Junior, Eduardo Serafin, Fernando De Carli, Guilherme Albanaes, Tobias Andreas Weege. Baixos: Bruno Buzato, Cristian Gonçalves, Ilton Moreira, Javier Venegas, Leonardo Barbi, Rodrigo Pivetta. Master Class — Será oferecido um curso de técnica e interpretação vocal em forma de Master Class, dias 20 e 21 de agosto no Teatro Álvaro de Carvalho, com duração de 15 horas, realizado pela professora Alba Tonelli. As inscrições para o masterclass (aulas abertas) já estão abertas nas categorias ouvinte e executante. Entrada gratuita. Recital do Master Class — O Master Class será encerrado com um recital de mostra de alunos, no dia 21 de agosto às 21 horas, no Teatro Álvaro de Carvalho. Entrada gratuita. Homenagem — A personalidade homenageada com o troféu Aldo Baldin será a maestrina Mércia Mafra Ferreira, por seu intenso e marcante trabalho para a música erudita vocal no país, principalmente em Florianópolis. Concurso de Canto — Será realizado no Teatro Álvaro de Carvalho, em dois dias do mês de setembro — dia 21, a partir das 10h (provas semifinais) e dia 22, a partir das 13h (provas finais), após uma pré-seleção feita por meio de gravações enviadas no atos de inscrição dos candidatos. Nesses dois dias de apresentações para a banca de jurados convidada, constaram do programa dos candidatos árias de ópera e canções de livre escolha. Haverá premiações em dinheiro para 1º, 2º e 3º lugar na categoria feminino e masculino, assim como um prêmio de Júri Popular, com a votação das pessoas presentes nas etapas do concurso, e de melhor intérprete de música de câmara (canção). As inscrições para o Concurso Nacional de Canto também já se encontram abertas para jovens estudantes e profissionais do canto lírico que terão a oportunidade para que demonstrem sua capacidade interpretativa e técnica. O concurso contará com júri de renome musical, sendo composto por um diretor artístico, um maestro e um profissional do canto lírico, e tem como objetivo principal a revelação de novos talentos do canto lírico no Brasil. As provas são abertas ao público e contará com premiações em dinheiro para os candidatos, inclusive com um prêmio de Júri Popular extraída da votação dos que assistirem às provas. A produção é da Pró-Música de Florianópolis e a direção artística de Claudia Ondrusek. ENTRADA GRATUITA.
Sobre Aldo Baldin Clique aqui e conheça um pouco da história deste grande tenor catarinense.
O Troféu Aldo Baldin Criado pela Pró-Música de Florianópolis especialmente para homenagear personalidades que se destacaram por seu trabalho na produção, criação ou divulgação do canto lírico em nosso país.
Sobre a homenageada Mércia Mafra Ferreira Natural de Itaperuna (RJ), graduada em piano pelo Conservatório Brasileiro de Música (RJ) prosseguiu seus estudos de música em regência coral com Isaac Karabtscheviski e Elza Lakschevitz (RJ); e canto com Maria Aida Wulchere (RJ) e Terezinha Simas Aguiar em Florianópolis, onde é radicada desde 1976. Atuou como regente e preparadora vocal de vários coros. Foi jurada da 1ª fase do 2º Concurso Nacional Funarte de Canto Coral (2001) e atuou como regente convidada da Camerata Antiqua de Curitiba (2003). Desde 2004 foi Diretora Artística do Festival de Canto Aldo Baldin e das óperas encenadas pela Pró-Música de Florianópolis. É membro da Academia Catarinense de Letras e Artes, Recebeu a Medalha do Mérito Cultural Cruz e Souza em 2009. Em 2000 fundou o Polyphonia Khoros, seu projeto de maturidade, grupo que dirige até hoje. Com dez anos de atividade o Polyphonia realizou mais de doze turnês em mais de 40 cidades de Santa Catarina, Sul e Sudeste do Brasil, Argentina e Uruguai, em concertos “a cappella”, obras para coro e piano e coro e orquestra. De seu repertório constam as Cantatas nº 4 e 142, Magnificat e Paixão segundo São João de Bach; Missa Brevis K 194 e Requiem de Mozart; Missa em Sol Maior de Schubert; O Messias de Händel; Glória de Vivaldi; A Crucificação de John Stainer e a Criação de Haydn, entre outras. Participou da encenação das óperas: Madame Buterfly, Carmen, Cavalleria Rusticana, A Flauta Mágica, Rigoletto, La Traviata, O Elixir do Amor e O Barbeiro de Sevilha. Gravou 2 CDs: Natal de Aldo e Edino Krieger e As Vozes da Poesia com obras de Alberto Heller. Sobre Alba Tonelli Nascida em Montevideo, Uruguai, permaneceu 17 anos na Europa estudando com Janice Micheau (com bolsa de estudos patrocinada pelo governo francês) e Lotte Schöne em Paris, e na Alemanha no Conservatório Richard Strauss, em Munique, e na Escola Superior de Música, em Berlim. Diretora do Centro de Arte Vocal do Conservatório “Fálleri-Balzo”, em Montevidéu, Uruguai, até o ano 2001. Oferece cursos de Interpretação, preparação de Concursos, especializando-se no Lied, Oratório e Ópera Alemã. Realizou e continua realizando cursos, conferências e classes magistrais, não só no Uruguai, como também no Brasil, (São Paulo, Pelotas, Santa Maria, Teutônia), oferecendo Masterclass de Canto como meio de Integração Uruguai-Brasil. Tem canções gravadas de Eduardo Fabini e Cluzeau Mortet. Co-fundadora do Grupo “ARS VIVENDI”, conjunto vocal e instrumental que reuniu cantores e instrumentistas uruguaios e de países vizinhos, de trajetória importante, ao qual se integraram jovens de sólida formação musical, para oferecer um Repertório de Câmara pouco freqüentado. Realizou importantes primeiras audições no Uruguai: Cantata Fedra, op. 93, de B. Britten; Três Textos Populares Pó. 17, de Anton Weber; Três Canções Populares e Rapsódia Bárbara, de Jaurés Lamarque Pons; a 2ª Sinfonia, de Mendelssohn: Cantos a la Noche, de Ruiz Pipó e Cartas de Compositores, de Dominik Argento, para canto e violão; ciclo de Lieder, de Gottfried von Einem sobre poemas de Hermann Hesse; Canções Populares de Schoenberg; Der Taucher de Schubert; ária do Rouxinol do Oratório l’Allegro, il pensieroso ed il moderato, de Haendel, com cravo e flauta; Três Cantos Hebraicos, de Louis Aubert, com orquestra; Cantata do Canário, de Teleman, com Cravo, flauta e violoncelo; As Mariposas não vivem aqui, cantata oratório, de G. Krivinca, com orquestra; ciclo Frauentanz, de Kurt Weil, com flauta, viola, clarinete, trompa e fagote; Canções de amor op.83, de Dvorak; Canções Índias, de Beatriz Lockhart, com orquestra. Outras apresentações destacadas: Homenagem a F. Lizt, com Lieder pouco conhecidos; Dido e Enéias, de Purcell; Canções do Caminhante, de Mahler; Márike e Goethe – Lieder de Wolf; ciclo de Lieder sobre poesias, de Heinrich Heine; 5 Melodias Populares Gregas, de Ravel; Chansons Madécasses com flauta, violoncelo, e piano, e Scherezade de Ravel com orquestra. Concertos no Salão Dourado do Teatro Colón (Buenos Aires) de Música Barroca, com cravo e flauta, sobre compositores uruguaios. Atuou sob a direção dos seguintes maestros: Lamberto Baldi, Silvio Aladjem, Eric Simon, Nestor Rosa, Juan Potrasi, Juan Martini, Daniel Sternfeld, Peter Schneider, Siegfried Köhler, Peter Erckens, Johannes Wedekind, George Reuter, César Grimoldi, Miguel Sparano, Leon Biriotti, Antonio Russo, Jorge Rotter, Nicolas Rauss, Federico García Vigil, David Machado, Roberto Montenegro e Roberto García Mareco.
Orquestra de Câmara de Toulouse
Quando: 14 de setembro de 2011, 21h Onde: Teatro Governador Pedro Ivo Campos, Rodovia SC-401, km 5, nº 4.600 (anexo ao Centro Administrativo de Governo), Saco Grande (48) 3233-7229. Quanto: R$ 30,00 e R$ 15,00 (estudantes e acima de 60 anos) Orquestra de Câmara de Toulouse Formada por 15 músicos, já realizou 5.500 concertos em mais de 30 países. No repertório, músicas de Elgar, Mendelssohn e Tchaikovsky. A Orquestra Fundada em 1953 por Louis Auriacombe, a Orquestra de Câmara de Toulouse tem em seu repertório composições desde o período barroco até a música contemporânea. Apresenta-se regularmente com solistas de renome, tais como Christophe Coin, Gautier Capuçon, Natalie Dessay, Régis Pasquier, Michel Lethiec, Anne e Richard Galliano Queffelec e com conjuntos vocais. A Orquestra é constantemente convidada a participar de vários festivais na França (Casals La Chaise-Dieu, La Vézère, Pablo em Prades, Septembre Musical de l'Orne ...), além de Japão, Suécia, Suíça, Espanha, Argentina, Brasil, Macedônia, Bermuda, percorrendo praticamente todos os continentes, visitando mais de 30 países, dando mais de 6.500 concertos para um público sempre crescente e fiel. Uma peculiaridade da Orquestra em seus concertos barrocos é a execução com instrumentos autênticos de época. Gilles Colliard, seu diretor musical, por exemplo, toca em um violino Guarneri de 1665. Mesmo assim, a Orquestra de Câmara de Toulouse é altamente contemporânea em sua interpretação e dinâmica em seu repertório, pois oferece ao público mais de 120 concertos temáticos a cada ano. A Orquestra de Câmara de Toulouse é uma Cooperativa de Produção subvencionada pela cidade de Toulouse, Conselho Geral de Haute-Garonne, Midi-Pirinéus e da Direção Regional dos Assuntos Culturais do Midi-Pirinéus. Gilles Colliard, diretor musical Solista, maestro, compositor e professor, Gilles Colliard é diretor musical da Orquestra de Câmara de Toulouse desde 2004. Nascido na Suíça, Gilles Colliard estudou no Conservatório de Música de Genebra, com Jean-Pierre Wallez, onde obteve um primeiro prêmio de virtuosismo; estudou com Tibor Varga e, em paralelo, especializou-se na interpretação de música barroca em instrumentos de época. De 1996 a 2004, a convite de Christophe Coin, apresenta-se como violininista solo em diversas turnês em palcos internacionais. É regularmente convidado a participar em festivais (Casals, Montreux, Berlin, Santander...), apresenta-se em diversos países: Paris (Châtelet), Tóquio (Kyoya Hall), Londres (Queen Elisabeth Hall), Moscou (Conservatoire Tchaikovsky), Berlim (Philharmonie Klimt), Genebra (Victoria Hall) executando concertos de Brahms, Beethoven, Bartok, Tchaikovsky e Paganini com orquestras como a London Chamber Soloist Orchestra, Orchestre de la Suisse Romande, a Orquestra de Budapeste Hungaricus Concentus, Carolina do Norte, a Orquestra Filarmônica de Bohemia e outras. Como regente, além do repertório sinfônico (Beethoven, Brahms, Schumann...) com a Orchestre de Symphonique Bienne, a Orchestre des Concerts Lamoureux ...), Gilles Colliard vem se apresentando com corais. Sua paixão pela composição e sua necessidade de expressar suas próprias idéias musicais o fez escrever suas primeiras obras, que serão gravadas com patrocínio da cidade de Genebra. Sua extensa discografia inclui mais de trinta gravações (concertos completos de Haydn, Mozart, Bach obras para violino solo e muitas outras). Formação Gilles Colliard (violino solo), Joseph André (violino solo), Gabriel Cornet (primeiro violino), Matthieu Schmaltz (primeiro violino), Sulliman Altmayer (segundo violino solo), Fanny Vieille (segundo violino), Sabine Rhein-Tanguy (segundo violino), Antoine Feytis (primeira viola), Vincent Gervais (segunda viola), Anne Gaurier (primeiro violoncello solo), Étienne Larrat (segundo violoncello solo), Renaud Gruss (contrabaixo solo), Bettina Sadoux, Helena Elias (pianista solo) Ficha técnica Diretor musical: Gilles Colliard; Administrador geral: Renaud Gruss; Diretora de produção: Sandra Rossi Extrato de críticas "De um concerto para o próximo, é sempre um prazer ver e ouvir a integridade de energia e musical apresentado pela violinista Gilles Colliard, o novo director musical da Orquestra de Câmara de Toulouse." (Anne Marie Chouchan, La Dépêche du Midi) "Ele se vê como sem fronteiras, ele está a ser dito, sem comparação. . Gilles Colliard é um artista que tem algo a comunicar" (Pierre Hugli, Fémina) "Em Holberg de Grieg Suíte, a concepção sensível é do gosto mais requintado. A excelência da execução demonstra a importância desta orquestra". (Robert Ryker, Japan Times) “A qualidade da Orquestra é o seu dinamismo. O conjunto pode ser extremamente vigoroso, mas o pianissimo são as maiores surpresas.” (Br. Breithaup - Zeitung Nuremberg) "A qualidade mais fascinantes da Câmara Toulouse Orchestra é a surpreendente variedade de sons que ele produz. Uma interpretação magnífica e imaginativa, onde cada nota é totalmente cativante". (Daniel Mellano, Register News) "Mais uma vez o conjunto Toulouse demonstra que é um dos maiores da França." (Jean Dupart, Diapason) Programa Sérénade Concerto pour Piano
en la mineur — Intervalo — Sérénade pour cordes
Festival Nacional de Canto Aldo Baldin
Quando: 21 e 22 de setembro de 2011 Onde: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), Rua Marechal Guilherme, nº 26,
Centro,
(048) 3028-8070 / 3028-8071 A Pró-Musica de Florianópolis realiza em setembro o Concurso Nacional de Canto, parte da programação do 13º Festival de Canto Aldo Baldin. A entrada é aberta ao público e gratuita.
O Festival é uma homenagem ao importante cantor catarinense Aldo Baldin que atuou nos principais palcos do mundo lírico em sua época. Em seus 13 anos de existência, o Festival de Canto, através do Concurso de Canto Aldo Baldin, premiou diversos talentos brasileiros, revelou vozes das mais qualificadas, destacou artistas de renome musical, movimentou uma estrutura gigantesca nas montagens de ópera e apresentações musicais referente ao Concurso de Canto. Este concurso, de abrangência Nacional, desponta como sendo um dos principais concursos de canto lírico do Brasil, já sendo referência para a classe musical. Envolvendo artistas nacionais e internacionais o Festival de Canto Aldo Baldin compromete-se com o desenvolvimento artístico, com a ética profissional e artística. Para tal, sempre são convidados para fazer parte do júri deste concurso artistas de destaque internacional, conceituados em seu trabalho artístico.
PROGRAMAÇÃO Concurso de Canto — Será realizado no Teatro Álvaro de Carvalho, em dois dias do mês de setembro — dia 21, a partir das 10h (provas semifinais) e dia 22, a partir das 13h (provas finais), após uma pré-seleção feita por meio de gravações enviadas no atos de inscrição dos candidatos. Nesses dois dias de apresentações para a banca de jurados convidada, constaram do programa dos candidatos árias de ópera e canções de livre escolha. Haverá premiações em dinheiro para 1º, 2º e 3º lugar na categoria feminino e masculino, assim como um prêmio de Júri Popular, com a votação das pessoas presentes nas etapas do concurso, e de melhor intérprete de música de câmara (canção). O concurso contará com júri de renome musical, sendo composto por um diretor artístico, um maestro e um profissional do canto lírico, e tem como objetivo principal a revelação de novos talentos do canto lírico no Brasil. As provas são abertas ao público e contará com premiações em dinheiro para os candidatos, inclusive com um prêmio de Júri Popular extraída da votação dos que assistirem às provas. A produção é da Pró-Música de Florianópolis e a direção artística de Claudia Ondrusek. ENTRADA GRATUITA.
Trio Modigliani
Quando: 28 de outubro de 2011, 21h Onde: Teatro Governador Pedro Ivo Campos, Rodovia SC-401, km 5, nº 4.600 (anexo ao Centro Administrativo de Governo), Saco Grande (48) 3233-7229. Quanto: R$ 30,00 e R$ 15,00 (estudantes e acima de 60 anos) Formado por Mauro Loguercio (violino), Angelo Pepicelli (piano) e Francesco Pepicelli (violoncelo), têm uma longa carreira tanto como solistas quanto cameristas. Como trio, segue a tradição dos grandes conjuntos de câmara do passado e já afirma-se com uma identidade sonora graça ao entrosamento dos seus músicos, cuja experiência descobrem mistérios nas partituras. Elogiados por Antonio Meneses (violoncelista do Trio Beaux Arts), Renato Zanettovich (violinista do Trio di Trieste) e Bruno Giuranna (diretor artístico da Orquestra de Câmara de Padova), o Trio Modigliani vem colhendo um sucesso extraordinário. Tudo começou em 2005, quando, insatisfeitos com mercados que exigem ritmos cada vez menos sensível à profundidade real da música, com produções que não tem nada a ver com a pesquisa musical, decidiram reunir-se e formar o trio. Os dois irmãos Pepicelli já formavam dupla há 25 anos, acompanhando alguns dos maiores artistas como Magaloff, Meneses, Maria João Pires, Vásáry. Desde então tem atuado na Inglaterra, Áustria, Suíça, França, Espanha, América do Sul América. Na Itália, tocaram para a Unione Musicale, em Turim, para os Amigos da Música de Vicenza Piacenza, Verona, Lucca, a Sociedade de Concertos de Milão, Brescia, Itália, Quirinale, a Scuola Normale Superiore em Pisa, no Teatro Nuovo em Udine, a instituição Sinfônica Abruzzese. Sua discografia consta de dois CDs: um contendo o "Trio Ghosts" e "Trio de Beethoven em C menor", pelo qual foram comparados por publicações especializadas — como a revista Amadeus — com os maiores trios da história. Os músicos Mauro Loguercio (violino) — "Solista de extrema clareza e profundidade da interpretação" (M. Bortolotto), Mauro Loguercio, violinista, fez sua estréia aos doze anos com a orquestra no Conservatório G. Verdi de Milão, sob a batuta de Riccardo Chailly. É capaz de uma relação muito natural com o instrumento, extraindo um som expressivo e generoso. Loguercio foi à escola de Michelangelo Abbado e Bettinelli Bruno, continuando seus estudos com Salvatore Accardo, Romano Corrado e Gheorghiu Stefan. Seu repertório vai de antes de Bach ao contemporâneo. Atuou como solista nas principais salas européias, incluindo a Queen Elizabeth Hall em Londres, a Filarmônica de Berlim, o Tonhalle em Zurique e a Academia de St. Cecilia em Roma. Foi convidado para o Festival de Música de Câmara em Marlboro, Dresden, St. Moritz, International Semanas Musical de Nápoles, Campos do Jordão no Brasil e no Recife, entre outros. Francesco Pepicelli (violoncelo) — Estudou com os filipinos Aldulescu Palm, Geringas e Baldwin. Depois de receber inúmeros prêmios como solista e com o Pepicelli Duo, foi convidado para atuar nas principais salas de concerto e festivais de maior prestígio italiano (Nápoles, Spoleto, Vicenza, Veneza Bienal, Brescia e Bergamo). No exterior, tem tocado como primeiro solista de violoncelo para o Mahler, sob a direcção de Claudio Abbado (Festival de Salzburgo, o Musikverein em Viena e Leipzig Gewandhaus Orchestra), e o Duo Pepicelli nos EUA (Carnegie Hall, em Nova York), Japão e Europa (mais de 600 concertos em 25 anos). Angelo Pepicelli (piano) — Estudou com Mastroianni em Terni, com Canino, Jones, De Rosa e no Mozarteum, em Salzburg com Zecchi e Perticaroli. Com o seu irmão Francisco, em 1982, como o Pepicelli Duo, foi vencedor de inúmeros prêmios em concursos nacionais e internacionais (Caltanissetta e "V. Gui" em Florença). Tocou nos principais teatros italianos (Sala Verdi em Milão, o Grande Salão do Conservatório de Música e o Piccolo União Regio Torino, Teatro La Fenice, Cini Foundation e da Bienal de Veneza, Teatro Olimpico de Vicenza, Teatro Verdi em Trieste, Teatro Regio Parma, Friends of Music de Florença, Perugia, Pádua, Vicenza, Modena, Palermo, Accademia Filarmonica Romana, I Concerti del Quirinale viver Radiotre Rai, Camerata Musicale em Bari, Accademia Filarmonica di Messina), nos EUA (Carnegie Hall, em Nova York), Japão (Suntory e Casals Hall em Tokyo Oji), França (Salle Gaveau em Paris, Festival "Les Flaneries Musicales d'été" de Reims), Polônia (Chopin e Paderewski Museum em Varsóvia) , Alemanha, Áustria, Espanha, Portugal, Croácia, Malta e Turquia. Apresenta-se como solista com várias orquestras, incluindo a Metropolitana de Lisboa, o Nacional de Split croata, as tardes Musical de Milão, a Orquestra Sinfônica da Sicília, Abruzzo Symphony, a Orquestra Sinfônica de Sanremo, a região de Lazio, Marche Philharmonic, a Orquestra Filarmônica de Turim, Milão e Solistas clássicos de Perugia.
Programa Robert Schumann Ludwig van Beethoven Intervalo Dmitri Shostakovitch |